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São Luís Orione

26 de Outubro




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O Papa João Paulo II, em 1980, colocou diante dos nossos olhos um grande
exemplo de santidade expressa na caridade: Luís Orione.



Nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no
Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Bem cedo percebeu o
chamado do Senhor ao sacerdócio. Ao entrar no Oratório, em Turim,
recebeu no coração as palavras de São Francisco de Sales lançadas pelo
amado São João Bosco: "Um terno amor ao próximo é um dos maiores e excelentes dons que a Divina Providência pode conceder aos homens".



Concluiu o ginásio, deixou o Oratório Salesiano, voltou para casa e
depois entrou no seminário onde cursou filosofia, teologia, até chegar
ao sacerdócio que teve como lema: "Renovar tudo em Cristo".



Luís Orione, sensível aos sofrimentos da humanidade, deixou-se guiar
pela Divina Providência a fim de aliviar as misérias humanas.



Sendo assim, dedicou-se totalmente aos doentes, necessitados e
marginalizados da sociedade. Também fundou a Congregação da "Pequena
Obra da Divina Providência". Em 1899, Dom Orione deu início a mais um
Ramo da nova Congregação: os "Eremitas da Divina Providência".



Em 1903, Dom Orione recebeu a aprovação canônica aos "Filhos da
Divina Providência", Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas
da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a
Família Religiosa propunha-se a "trabalhar para levar os pequenos os
pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade".



Dom Orione teve atuação heróica no socorro às vítimas dos terremotos
de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São
Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos.
Vinte anos depois da fundação dos "Filhos da Divina Providência", em
1915, surgiu como novo ramo a Congregação das "Pequenas Irmãs
Missionárias da Caridade", Religiosas movidas pelo mesmo carisma
fundacional.



O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de
missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida, à Argentina, ao Uruguai e
diversos países espalhados pelo mundo. Dom Orione esteve pessoalmente
como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de
1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao
Chile. Foi pregador popular, confessor e organizador de peregrinações,
de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa
Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu
santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o
de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses santuários será
sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no
trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.



Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias
respiratórias foi enviado para Sanremo. E ali, três dias depois de ter
chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras: "Jesus! Jesus! Estou indo."



Vinte e cinco anos depois, em 1965, seu corpo foi encontrado
incorrupto e depositado numa urna para veneração pública, junto ao
Santuário da Guarda, em Sanremo na Itália.



O Papa Pio XII o denominou "pai dos pobres, benfeitor da humanidade
sofredora e abandonada" e o Papa João Paulo II depois de tê-lo declarado
beato em 26 de outubro de 1980, finalmente o canonizou em 16 de maio de
2004.



São Luís Orione, rogai por nós!

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