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Em coletiva de imprensa, Dom João fala sobre 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais



Atualizado em 10 de Maio



Realizada na manhã de ontem, quarta-feira (09), na Residência Episcopal, uma coletiva de imprensa com o Bispo Diocesano Dom João Mamede Filho sobre o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que acontecerá no próximo domingo, 13 de maio, dia da Solenidade da Ascensão do Senhor.


Compondo a mesa, juntamente com o Bispo, estavam o assessor eclesiástico do DECOM (Departamento de Comunicação) e diretor da Rádio Inconfidência de Umuarama, Padre Carlos Alberto de Figueiredo, o locutor, Aragão Filho e o coordenador da PASCOM (Pastoral da Comunicação Diocesana), Diácono Gilberto Costa.


 


Durante sua fala, Dom João, assim como padre Carlos, retransmitiram a mensagem da carta do Papa Francisco para este Dia, discorrendo sobre os principais pontos, como o que significa Fake News, como podemos reconhecê-las e como nos defender. Outrossim, Dom João revela que a todos os Cristãos, a verdadeira Paz é o próprio Cristo, e que esta Paz é a verdadeira notícia.


 


Leia a íntegra do discurso do Bispo Diocesano Dom João Mamede Filho:


PAPA FRANCISCO- DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES-13de maio de 2018 "A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). Fake news e jornalismo de paz Deus criou tudo, todos e todas para uma grande comungação. Por isso a Igreja tem a ousadia de se definir como a Casa de todos os homens e o lugar de encontro de todos os homens com Deus (LG 1, Documento do Concílio Vaticano II). Decorre daí a importância da comunicação para a Igreja. Ela não teme a verdade, teme a ignorância e a má informação. Identidade das Fake News: notícias falsas, dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário; hábeis em capturar sua atenção por explorar emoções imediatas e fáceis de suscitar; circulam em ambientes digitais homogêneos e impermeáveis a opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação, acaba por produzir atores involuntários da difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. 2. Como podemos reconhecê-las? Há louváveis iniciativas educativas que ensinam a não ser divulgadores inconscientes de desinformação; as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenômeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idôneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais. 3. Como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança. A verdade é aquilo sobre o qual nós podemos apoiar para não cair. Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polêmica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade. E mais: 1. Nunca compartilhe antes de ler; 2. Faça uma busca no Google; 3. Pesquise a reputação do veículo; 4. Veja se a data de publicação é mesmo recente; 5. Use o bom senso e, se possível, consulte as fontes oficiais. E ainda mais: Fique atento a Robôs e Perfis fakes que atuam em pesquisas para manipular estatísticas e direcionar as opiniões das pessoas e eleitores; importante desenvolver o jornalismo colaborativo. Por fim, é importante sabermos que as agências de fact checking já existem, desde 1991, e estão aí para ajudar checagem dos fatos. São ao menos 114, em 47 países No Brasil as principais são: Lupa (Folha de São Paulo), Aos Fatos (2015), Uol Confere, Site Boatos.org, Truco, Detector de Mentiras, Efarsas, SaferNet etc. 4. A paz é a verdadeira notícia. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente os sem voz e vez.


Dom João Mamede - Bispo Diocesano de Umuarama


 




Fonte: Texto adaptado - Diocese de Umuarama

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