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UNÇÃO DOS ENFERMOS - Você sabe o que é?



Atualizado em 16 de Abril



Nas Visitas Pastorais realizadas nas Comunidades de nossa Paróquia, o Padre Machado tem visitado em grande parte idosos e enfermos. Na ocasião, é ministrado o Sacramento da Unção dos Enfermos para todos àqueles que o pedem.


Em recente visita na Comunidade São Marcos, o Padre Machado visitou cerca de 12 enfermos, ministrando a Unção dos Enfermos, rogando à Deus a Cura, benção e salvação dos enfermos.


Ao contrário do que se pensa, o Sacramento da Unção dos Enfermos não é somente ministrado em caso extremo, a Unção é um Sacramento de Cura do corpo e da alma, para todos àqueles que se encontram enfermos e colocam a sua confiança no Senhor.


Muitos doentes têm medo desse sacramento e adiam-no para o fim, porque pensam se tratar de uma espécie de “sentença de morte”, tanto que a Igreja não usa mais o termo "Extrema Unção" e sim "Unção dos Enfermos", pois o próprio nome dava um sentido de fim. Quem, como cristão, acompanha um enfermo deve libertá-lo desse falso temor. 


No ritual da unção dos enfermos, encontra-se a seguinte petição a Deus: “Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos”. Essa oração contém o objeto central desse sacramento, ou seja, confere a ele uma graça especial, que une mais intimamente o doente a Cristo.


Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente, faz  isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido a doenças, morte etc. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, e reconheçamos nisso a instauração do Seu Reino. Por vezes, só com a experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso, os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.


No Antigo Testamento, o homem doente experimentava os seus limites e, ao mesmo tempo, percebe que a doença está ligada misteriosamente ao pecado. Os profetas intuíram que a enfermidade poderia ter também um valor redentor em relação aos próprios pecados e aos dos outros. Assim, a doença era vivida diante de Deus, do qual o homem implorava a cura. No Novo Testamento, eram os enfermos quem procuravam a proximidade de Jesus, tentando “tocá-Lo, pois d’Ele saía uma força que a todos curava” (Lc 6,19). A compaixão de Jesus Cristo pelos doentes e as numerosas curas de enfermos são um claro sinal de que, com Ele, chegou o Reino de Deus e a vitória sobre o pecado, o sofrimento e a morte. Com a Paixão e Morte, o Senhor dá um novo sentido ao sofrimento, o qual, se for unido ao d’Ele, pode ser meio de purificação e salvação para nós e para os outros.


Curar os enfermos


A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).


Dessa forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser recebido pelo fiel que está acometido por alguma enfermidade, como também pelos idosos, grávidas, pessoas que vão passar por algum procedimento cirúrgico, pessoas com depressão e outras situações.


O rito desse sacramento consiste essencialmente na unção com óleo consagrado, se possível, pelo bispo, na fronte e nas mãos do enfermo (no rito romano ou também noutras partes do corpo segundo outros ritos), acompanhada da oração do sacerdote, que implora a graça especial desse sacramento. Ele só pode ser administrado pelos sacerdotes (bispos ou presbíteros).


Perdão dos pecados


Esse sacramento confere uma graça especial que une mais intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e de toda a Igreja, dando-lhe conforto, paz, coragem e também o perdão dos pecados, se ele não puder se confessar. Consente, por vezes, se for a vontade de Deus, também a recuperação da saúde física do fiel. Em todo caso, em situações graves de enfermidade, essa unção prepara o enfermo para a passagem à Casa do Pai. Por isso, concede-lhe consolação, paz, força e une profundamente a Cristo o doente que se encontra em situação precária e em sofrimento; tendo em vista que o Senhor passou pelas nossas angústias e tomou sobre Si as nossas dores.


 




Fonte: Texto Adptado: Formação cancaonova.com por Alex Nascimento - Assessoria de Comunicação Paróquia São Jos

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